Facilmente imaginamos uma situação melhor de nossa realidade onde tudo é próspero e abundante, mas esbarramos no processo de transformar esta subjetividade ideal em algo que podemos desfrutar com as pessoas que gostamos. Como temos a capacidade de acreditar em dados de progresso, e notícias que são cada vez mais entusiasmantes e motivadoras, será este o principal afago que a sociedade civil em se contentar em sua rotina massacrante contínua porém compensadora em estatísticas?
A consciência do ser em não vislumbrar uma realidade distante de si, é determinante para que o próprio se junte a um companheiro comum nesta jornada em que são passivos nesta ascensão de padrões de vida, assim como sua faixa salarial, sua educação são pré-requisitos para se situar dentro de uma sociedade que sempre se dividiu em uma pirâmide que culmina em parâmetros de relacionamento e contato direto, julgando ser possível transitar nos níveis sociais com certa liberdade.
A verticalização da sociedade é tão nítida como sua proporção em desiguais, o princípio da consciência de que o poder de poucos sobre muitos é real e passiva de mudança, é um fator determinante para a mudança e transformação da realidade contudo em visões igualitárias no sentido de condições semelhantes, sem discriminação na qual o fardo da herança é intransferível e determinante para o início de uma nova geração.
Conceitos de liberdade, igualdade e justiça, são tão desejados que norteiam processos revolucionários, mas ter por concepção dos termos em justificar a realidade talvez não seja tão notada na sociedade moderna, será que somente insistir nestas formas de persuasão é suficiente em conter o individualismo que por algum motivo não justifica a igualdade e que por si só contraria a justiça, mas que não delimita a liberdade desencadeando uma baixa no espírito coletivo e dando ênfase a desigualdade como fruto da individualidade?
Como assimilar a liberdade numa igualdade justa? O que prevalece é o coletivo ou o individual? Quando pensares em individual julgue o topo, e o coletivo como sendo a base massiva, pois somente assim conseguirás ver a diferença, sendo ela tendenciosa para o intermediário onde não é tão visível na tentativa de distinção da exploração e condições de subsistência. A iniciativa do pensamento em buscar a consciência da desigualdade não pode ser pormenorizada somente pelos interesses próprios em consumir tudo que deseja, ou o fato de poupar o salário do qual é resíduo da sua produção, pela qual alguém se apropriou e está provendo de uma situação melhor e batendo recordes de lucro garantidos pelo governo e pelos incentivos desta máquina social de criar sonhos e não os tornar em realidade.

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