. A Origem da Desigualdade



Reflexivo e distante, será que conseguimos imaginar factualmente uma realidade distante da nossa, ou melhor, da sociedade moderna? Podemos abrir mão de valores religiosos, impositivos ou coercitivos para enxergar a realidade como verdade absoluta? A resposta é complicada, porque mesmo que o ato de responder seja verdadeiro, dificilmente não entrariamos em contradição ao tentar explicar uma pura reflexão.
Sejamos assim, de forma bruta, não corrompida ou lapidada obrigatoriamente pela sociedade e sua manipulação intrínseca, pois ela sempre ira nortear algum caminho. Seja este o motivo da coesão, o que distingue os seus valores, à respeito dos valores de outra pessoa? Seja a conduta moral de boa índole segundo seus preceitos, ou então o que ela julgue ser entusiasta de condutas completamente opostas.
Tenha em mão o contrato social, que na sua gênese fora originado primordialmente em respeitar a conduta adversa do próximo, e não admitir por força estirpada a intervenção de sua posse, e seus ''direitos''. Igualdade e liberdade, será que ela existe no termo amplo da palavra ou não passa apenas de um subjetivismo imediato ao entonar a palavra numa retórica histórica?
As vezes faço desta reflexão um ponto inicial de persuasão, acreditamos em palavras, discursos, produtos, credibilidade, mas será que ela não é apenas uma forma de explanar versões próprias que fogem da realidade real realmente realizável? Só sei que criticidade é fundamental, a emoção as vezes nos leva aos caminhos que os outros querem que nós tomamos, pra quem não sabe para onde vai ele se torna a única saída.

Herbert Mellø 

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