
Quando deparo-me com certas teorias econômicas penso o quão abstratas elas são, devido talvez a sua falta de praticidade. No entanto, o fator empírico que as teorias representam nos levam a crer que seus estudos baseiam-se na pura observação de resultados e conhecidencias que estabelecem um padrão formando assim uma descrição do que pode acontecer na prática. O que leva-me a pensar sobre o quão absurdo são alguns programas sociais que na teoria possuem bons objetivos, porém na prática possuem resultados opostos àqueles desejados por seus patrono mos.
Como por exemplo posso citar: a Lei do Salário Mínimo. O objetivo desta lei é muito boa, no entanto os meios pelos quais é posta em prática é contraditório, pois esta possui em seu resultado final algo totalmente oposto ao que realmente deseja-se dela, ou seja, promover a igualdade social. O que esta lei favorece é a discriminação de habilidades e o emprego por carência, pois ao estabelecermos um piso salarial existem pessoas que as habilidades não justificam o salário, que por sua vez acabam permanecendo desempregados.
Pode-se citar outro programa social como exemplo: Previdência Social. Novamente, o objetivo desta lei é muito boa, toda via os meios pelos quais ela é posta em prática é que persiste o problema. No exemplo dado, o imposto é arrecadado de duas partes: do empregado e do empregador. Porém economicamente estas duas partes tornam-se uma recaindo todo o montante do imposto ao empregado, pois este receberá menos do que deveria no final, porque basta pensar que a parte do imposto paga pelo empregador será descontada diretamente na folha de pagamento do empregado, pois este imposto representa um custo às empregadoras de modo geral.
Os impostos de certa maneira, juntamente com certos programas sociais, apresentam falácias em sua essência: querer fazer bem com o dinheiro alheio, primeiramente precisam tomar este dinheiro das pessoas, ou seja, no fundo a filosofia do bem-estar social é coerciva, violenta e contra liberdade. O segundo ponto, parte de preceitos microeconômicos mais exatamente da Teoria dos Jogos, que cita a má utilização do dinheiro dos impostos por mãos alheias e como este montante seria melhor utilizado no bolso de quem provém os impostos: da população.
Insisto em dizer no bom objetivo dos programas sociais, e o quanto é difícil entender as teorias, mas como dito no início, as teorias são resultados de observações. Acredito que os programas sociais terão melhores resultados se pensarmos em ações voluntárias cooperativas, pois indiretamente através da ação do mercado, este ajusta a situação num ponto adequado a ambas as partes, sem que tenhamos que nomear alguém para mediar o problema. Este alguém, chamado Governo, é tendencioso, pois sempre tenderá a apontar para um grupo de seu interesse revelando o lado tenebroso do poder: egoísmo e ganância.
André Hasimoto
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